No Dia de Pentecostes (33 d.C.), quando o Espírito Santo veio sobre os discípulos, dez dias após Jesus ter subido aos céus, eles começaram a demonstrar manifestações miraculosas, incluindo línguas estranhas, discernimento de espíritos, profecias e dons de curar. O evento se repetiu em Samaria, Damasco, Cesaréia e Éfeso (At 2.1-13; 8.14-17; 9.17,18; 10.44-46; 19.1-7). Imediatamente depois do Dia de Pentecostes, os discípulos começaram a espalhar o evangelho por todo o mundo conhecido. Portanto, o Pentecostes foi o prelúdio, o início de outros Pentecostes que a história registra.
Por volta de 96 d.C., Clemente, bispo de Roma, e Inácio, bispo de Antioquia, documentaram a continuidade da operação dos dons proféticos. No segundo século temos os registros e testemunhos de Justino, o Mártir (100-165); Ireneu de Lyon (França) (115-202); Hipólito de Roma (160-235); montanismo na Frígia (150); Teófilo de Antioquia (181) e Tertuliano (160-220). Entre as manifestações espirituais registradas, estão: profecias, revelações, discernimento de espíritos, libertação de endemoninhados, línguas estranhas, curas, milagres, ressurreição de mortos e outros dons espirituais.
Em 10 de junho de 1911, a crente batista, Celina Albuquerque, recebeu o batismo no Espírito Santo, na cidade de Belém do Pará, em confirmação à pregação pentecostal de Gunnar Vingren e Daniel Berg, dando início à Missão da Fé Apostólica, posteriormente, Assembleia de Deus. Nas décadas de 40 e 50 são iniciados os movimentos de renovação espiritual entre os batistas tradicionais brasileiros, dando origem à Convenção Batista Nacional na década de 60. Nos anos 50
Em todo o mundo, no ano 2000, os crentes pentecostais, carismáticos e neocarismáticos chegavam a 523.767.390 pessoas. No Brasil, segundo o Censo do IBGE do ano 2000, os pentecostais totalizavam 17.617.307, ou 67,2% dos 26.184.941 evangélicos brasileiros.
Fonte:
Dicionário do Movimento Pentecostal, Isael de Araujo, Rio de Janeiro, CPAD, 2007: verbetes “Cronologia do Pentecostalismo Mundial”, pp. 231-243 e “Cronologia do Pentecostalismo no Brasil, pp. 243-247.



